A manhã…
No toque que umedece a pétala
Curando da terra as feridas
Nas invisíveis asas da libélula
Um prisma de luzes coloridas
O dia…
Surge teimoso e imponente
secando da relva as últimas gotas
acordando todo ser senciente
brilhando sob belezas soltas
A tarde…
Acalma o pulsar da vida
serena os sons e os cantos
contorna o esboço de tantos
uma beleza que não é lida
A noite…
Adormece os corpos cansados
Ativando os olhos atentos
Esconde vazios inacabados
Dando a todos, seus alentos
