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Ser humano

Publicado por Alan Miranda de Freitas em 6 06UTC Abril 06UTC 2009

human

A sina humana é pensar e sentir, tudo ao mesmo tempo. Não se vive separado. Viver é pensar e sentir, nessa ordem, ou não. O caminho correto nem sempre é o certo e geralmente vamos pelo caminho do meio. Mas de todo, nunca estamos errados. Já que de meio certos e meio errados somos todos donos da razão.

E qual seria a intenção mais honesta? Uma? Aquela que nunca houve? Somos a agressividade do desespero e a sutileza do questionamento. Somos, porque queremos tanto ser reis, mas não sabemos obedecer.

Mas de alguma forma, e não saberemos explicá-la, que fique claro, gritamos. Gritamos!

E então, por que chamamos pelo mesmo nome?

Por que? Por que porquê? Será que sabemos?

Não é um nome, não é uma razão, e também não é uma coisa. É só um grito, um desperdício, um clamor choroso, muito fraco para ser ouvido.

Jamais haverá quem o escute. Jamais haverá quem queria escutá-lo. Por mais que gritemos; por mais que acreditemos. Só haverá um solitário eco, uma solidão de si mesmo, um breve e sofrido rumor de dúvida.

Pagamos o preço? Passado o cegar breve do exterior da caverna, pagamos o preço? O horizonte está ali, longe demais pra se ver. E você vai, e então, o horizonte já não estará somente atrás de você, ele estará ao seu redor, tudo além de você será horizonte. O que é aquilo que você pode pegar com as mãos?

Nada.

Conhecimento algum liberta. As ilusões, sim, libertam. A fé, o auto-entendimento, o metafísico e o mágico. Tudo porque a ciência é fria, concisa, ela não sabe amar, apenas montar e desmontar; sabe explicar, mas não sabe entender. Somos felizes porque acreditamos ser, somos tristes porque acreditamos ser. Somos porque acreditamos. A realidade é o que queremos que ela seja, e não é vulgar. Se é humano não é vulgar.

Conhecimento algum liberta. O mundo, e o ser humano, serão sempre, um genocídio de idéias.

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